segunda-feira, 11 de junho de 2012

Desuso do Véu: Contexto histórico



Nestes últimos anos têm-se delineado novas tendências na abordagem do tema da mulher. Uma primeira tendência ressalta fortemente a condição de subordinação da mulher, procurando criar uma atitude de contestação. A mulher, para ser ela mesma, apresenta-se como antagônica do homem. Aos abusos de poder, responde com uma estratégia de busca do poder. Tal processo leva a uma rivalidade entre os sexos, onde a identidade e o papel de um são assumidos em prejuízo do outro, com a conseqüência de introduzir uma desordem, que tem o seu revés mais imediato e nefasto na estrutura da família.

Tal resultado tão atual e, muitas vezes, inconscientemente vivido, é conseqüência histórica de diversas revoluções sociais e morais desencadeadas na década de 1960 até hoje: o feminismo (1960 até a atualidade, em suas diversas ‘ondas’), que tem por meta alcançar os direitos a uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero feminino x masculino; a revolta estudantil (1968) que objetivava manifestar-se contra um sistema repressor e antiquado de ensino; os movimentos hippies (1960-70) que contestavam a sociedade e questionavam os valores tradicionais, adotando um modo de vida comunitário; a revolução sexual (1960) que é uma perspectiva social que desafia os códigos tradicionais comportamento relacionados à sexualidade humana e aos relacionamentos interpessoais.

Estes são alguns exemplos relevantes de fatores que modificaram o modo de pensar da sociedade, e, conseqüentemente, essas revoluções morais/sociais repercutiram dentro da Igreja.
Após o Concílio Vaticano II (década de 1960), que tinha como objetivo dar uma nova orientação pastoral à Igreja e uma nova forma de apresentar e explicar os dogmas católicos ao mundo moderno, mas sempre fiel à Tradição, muitas práticas litúrgicas tornaram-se facultativas: o uso de batina dos padres, o uso do latim nas missas e também o uso do véu, por exemplo.


Sendo assim, tais práticas facultativas, pouco a pouco, tornaram-se sinônimos de uma quase proibição, uma vez que, o movimento feminista, cada vez mais, busca a igualdade das mulheres perante os homens. Partindo da necessidade dos indivíduos verificarem visualmente o alcance deste objetivo é que o uso do véu, no Ocidente, tornou-se escasso, já que atrelava-se o desuso do véu à um alcance de igualdade. A ideologia feminista fez o véu ser visto de uma forma que a Santa Igreja nunca o fez: um símbolo da opressão machista, denegrindo a dignidade da mulher.


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